quinta-feira, 9 de junho de 2011

Falando grego...

Muito bem povo, falei q eu ia tentar manter uma certa frequência nessa parada e até teria conseguido postar ontem como programado, não fosse o acidente de percusso do aspirador da D. Nalva (funcionária e fiel escudeira da patroa daqui de casa) e o cabo do roteador, mas faz parte, como diriam na matriz "shit happens"...
Então vamos aproveitar e explorar um novo capítulo da nossa saga, hj vamos falar um pouco sobre escalas, e como não podia deixar de ser começarei pelos MODOS GREGOS.
A história desses modos dariam uns 10 posts no mínimo, principalmente se incluirmos a evolução da nomenclatura e a criação dos mesmos (são chamados também de Modos Eclesiásticos ou Gregorianos), mas o q nos interessa é a relação harmônico-melódica a ser estabelecida com os nossos acordes q começam a fazer sentido nas progressões já estudadas em posts anteriores.
Podemos pensar nos Modos Gregos de 2 maneiras diversas, enquadrando-os num raciocínio TONAL ou MODAL. Tudo o q vimos até agora nos tópicos de Harmonia se referia ao TONALISMO, comecemos por lá então.
No raciocínio Tonal vamos gerar cada Modo Grego a partir de um grau do Campo Harmônico, associando o mesmo ao acorde ali encontrado em ordem direta. Para melhor compreensão, vamos vizualizar essa idéia tomando o Campo Harmônico Maior como referência, sendo:

I GRAU - I7M - Modo Jônio - T 2 3-4 5 6 7M-T
II GRAU - IIm7 - Modo Dórico- T 2-3m 4 5 6-7 T
III GRAU- IIIm7- Modo Frígio- T-2m 3m 4 5-6m 7 T
IV GRAU - IV7M - Modo Lídio - T 2 3 #4-5 6 7M-T
V GRAU - V7 - Modo Mixolídio- T 2 3-4 5 6-7 T
VI GRAU - VIm7 - Modo Eólio - T 2-3m 4 5-6m 7 T
VII GRAU - VIIØ- Modo Lócrio- T-2m 3m 4-b5 6m 7 T

Obs.: Utilizaremos intervalos de Tons Inteiros entre todas as notas, exceto nas ligadas por "-", nessas usaremos Semitons :)

Podemos dividir os Modos Gregos em 2 grandes grupos, os Maiores e Menores, tomando como base os Modos Jônio(Maior) e Eólio(Menor) para referência inicial e caracterizaremos cada um dos outros modos através das notas diferentes com os referenciais, denominando-as NOTAS CARACTERÍSTICAS dos Modos. Veja como:

MAIORES:
Ref: Jônio - T 2 3-4 5 6 7M-T

IV- Lídio - T 2 3 #4-5 6 7M-T - Nota Característica- #4

V - Mixolídio - T 2 3-4 5 6-7 T - Nota Característica- 7


MENORES
Ref.: Eólio - T 2-3m 4 5-6m 7 T

II - Dórico - T 2-3m 4 5 6-7 T - Nota Característica - 6

III - Frígio- T-2m 3m 4 5-6m 7 T - Nota Característica - 2m

VII - Lócrio- T-2m 3m 4-b5 6m 7 T - Nota(s) Característica(s) - 2m e b5


Por enquanto é isso, fomos formalmente apresentados e estenderemos mais os tópicos quanto a utilização dos mesmos em breve.

Até lá, e stay tune :)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Quando o inverno chegar...

Voltei gente, de leve mas firme e forte. E para celebrar esse momento lindo, vamos para uma postagem com força total, seguindo a linha e aproveitando o gancho dos DOMINANTES SUBSTITUTOS (subV7) e aplicando-os nas progressões em II-V-I. Para quem caiu de paraquedas ou chegou ontem de Marte de uma olhada no post "Move on, move on!!!!" para os II V I e "Dominantes Substitutos" para os próprios :)
Como visto, todo acorde dominante q possuir o mesmo Trítono em sua formação pode ser substituído sem prejuízo da Função Harmônica em qualquer progressão, assim sendo podemos usar essa subsitituição num II-V-I para acorde maior (fig 1).

Analogamente, podemos usar a mesma idéia para um II-V-I para acorde menor, sendo: (fig 2)



Podemos concluir então q podemos interpolar e substituir livremente tanto o acorde II (segundo cadencial-subdominante) quanto o V (dominante e subV7), estabelecendo novas relações dentro da mesma progressão (fig 3).



Foi de leve, mas foi preciso. Esperamos não repetir esses "hiatos" imensos entre os últimos posts, vamos em frente e com fé, sempre.

Abração a todos

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dominantes Substitutos

Ah, as férias, q coisa maravilhosa... com copa do mundo então, melhor... ganhando o título, ops... voltemos a programação normal...

Seguindo a ordem das possibilidades de tensão/resolução dentro dos Campos Harmônicos usando o Tonalismo (lembra? não???? olha o tópico "Resolução do Trítono no Acorde Dominante" e viva feliz) falemos do Dominante Substituto. Definiremos como Substituto o Dominante q quando trocado pelo Principal ou Secundário vai manter a MESMA RESOLUÇÃO DO TRÍTONO do Dominante anterior. Como?? Vejamos:

Por definição:

"TODO ACORDE DOMINANTE Q ESTIVER DISTANTE UM TRÍTONO (3 TONS) DE OUTRO DOMINANTE POSSUIRÁ O MESMO TRÍTONO NA SUA FORMAÇÃO (entre a 3 e 7), PODENDO SER SUBSTITUÍDO SEM PREJUÍZO NENHUM A RESOLUÇÃO DO MESMO"

Para q fique mais clara a substituição veja a figura A:



Assim vamos conseguindo "colorir" mais as resoluções dentro das nossas progressões harmônicas, incluindo novas possibilidades e abrindo novas portas.

É isso por hora, curtinho e eficiente. Abração ao povo q segue, em breve posto vídeo novo.

Até :)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Reflexões das Férias Futebolísticas

Muito bem meu povo, acabou a mamata, a copa do mundo se foi e a vida vai tomando o seu ritmo normal, ou quase isso. Ficamos somente com as lembranças e reflexões geradas nos embates dentro de campo, e também para os que aconteceram fora dele.

Pra mim, por mais estranho q possa paracer, o comentário mais "significante" da crônica q cobria o mundial foi do Smeagol (aquele carequinha insano do "Pisando na Bola" do Sportv), e olha q eu assisti a copa em regime de dedicação quase exclusiva,kkk. Dizia o figura ao entrevistar um "popular" (o termo é dele)q o Brasil "... não arrumou nada..." na África do Sul. Será?

Do ponto de vista esportivo ele está completamente correto, afinal essa foi a pior colocação desde 1990, o vexame Lazzarônico, o técnico "gênio" q previa um esquema tático com 3 zagueiros usado hj em dia em 80% dos clubes nacionais, mas na época era um vilipêndio. Mas claro q eu não estou falando de futebol, tem algo muito maior e q me incomodou muito mais, e talvez nem todo mundo tenha se dado conta.

Também não vou atacar o treinador e suas opções e escolhas táticas e técnicas, a convocação e o espírito de competição instalado por ele, extrapolando o limite da razão e beirando as fronteiras da barbárie (em alguns casos transpondo-os, né Felipe Melo???), mas vale a ressalva; quando alçado ao pódio em 2002, capitão Cafú lembrou as pessoas a quem amava (citando seu bairro de origem e esposa); em 1994, o capitão Dunga desfiou uma torrente de palavrões q mesmo quem não é especilista em leitura labial sacou do q se tratava. O comportamento do ser humano no momento do triunfo diz mais sobre si mesmo do q podemos imaginar.

Mas esse também não era o assunto principal, isto é, não diretamente. O q mais me incomodou na verdade foi como reagimos ao comportamento totalitário e mal educado do treinador e seus convivas.

Vivemos hj uma estabilidade nesse país inimaginável a 30 anos atrás, fruto de anos de lutas políticas e sociais com um custo altíssimo, q incluem desde jovens vidas tomadas nos anos de chumbo até anos de recessão e crise financeira. Dito isso, qual não foi a minha surpresa ver a maioria esmagadora da opinião pública apoiando os mandos e desmandos de um déspota não esclarecido e nem tão pouco preparado.

Certo q ao peitar a Globo, a "voz e a versão oficial" dos acontecimentos ele ganharia simpatizantes (o movimento do Twitter "CALA BOCA GALVÃO!!!!!!!!" é sintomático nesse sentido), entretanto ver um sujeito alterado e ofendendo profissionais que estão tentando fazer seu trabalho, e ainda por cima transmitido em Full HD pra dentro da sua casa é um tanto indigesto pra mim, sinceramente.

Portanto Smeagol, arrumamos algo na África sim, ainda q indiretamente. Arrumamos um novo motivo para estarmos em permanente estado de alerta, por q a idiotice nunca dorme, e ainda encontra eco em mentes tacanhas e estreitas.

E q venha 2014, e q nos preparemos para todas as idiossincrasias q serão criadas pelos novos comandantes da esquadra, e q ESTEJAMOS AINDA MAIS ALERTAS as questões ligadas as previsões orçamentárias das obras, e q lutemos com unhas e dentes contra o quase inevitável superfaturamento das mesmas, ainda q sejamos voto vencido, mas q nos manifestemos, por q uma farra de um mês não pode custar outro atraso de 20 anos.

Eu sei, eu sei, o blog é de música e tal e vc esperava uns dominantes a mais e etc. Mas o q fazer, o futebol é, entre as coisas menos importantes, a mais importante delas. Mas entre as coisas mais importantes de verdade estão a LIBERDADE e o RESPEITO, e q isso não mude nunca.

Abração a quem segue, voltaremos a nossa programação normal :)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Entendendo e Estendendo a Simetria

Vamos falar mais um pouco dos nossos amigos Acordes Diminutos. Já sacamos que a Função Harmônica do dito cujo é DOMINANTE, e que na comparação com o Dominante Principal (V7) geravam as seguintes marchas harmônicas DOMINANTE - TÔNICA:



Assim sendo, vamos lembrar que cada Acorde Diminuto é SIMÉTRICO a cada TOM E E MEIO (lembrem-se do empilhamento das TERÇAS MENORES!!!!!!), e que dada a essa característica podemos substituílos dentro desse eixo de simetria sem NENHUMA ALTERAÇÃO na harmonia. Preparando então o acorde de C7M, teríamos:



Dito isso, vamos inverter a lógica e chegaremos a conclusão que cada Acorde Diminuto pode nos levar a OITO RESOLUÇÕES DIFERENTES (4 maiores e 4 menores). Veja o exemplo:



Complicou??? Nada, relax total :)

Vamos em frente que os Diminutos ainda serão assunto

Abração

terça-feira, 4 de maio de 2010

O Acorde Diminuto

Na esteira do post anterior falemos então da família de acordes surgida no SÉTIMO GRAU do Campo Menor Harmônico e ainda não explorada, os ACORDES DE SÉTIMA DIMINUTA, ou como chamados na intimidade, os ACORDES DIMINUTOS.
Nessa família de acordes encontraremos o primeiro caso de SIMETRIA a ser abordado, pois em sua formação existe uma série de TERÇAS MENORES empilhadas, q gera esse eixo de simetria a cada TOM E MEIO.
Assim sendo, vejamos a sua formação:



Essa característica simétrica dos Acordes Diminutos faz com que suas inversões sejam idênticas, ou seja, possuam a MESMA DISTÂNCIA INTERVALAR na sua formação. Assim sendo, podemos subtituir cada uma delas sem prejuízo harmônico nenhum. Veja as possibilidades de troca entre os acordes diminutos:



Adotamos todas as enarmonias possíveis na tabela acima para a melhor compreensão dessa simetria, por vezes usando um intervalo "incorreto" na sua nomenclatura mas aceito perfeitamente :)

Olhando atentamente para a formação do Acorde Diminuto notamos a presença de 2 TRÍTONOS em sua formação (entre a Tônica e b5 e a 3m e 7dim(ou 6). Assim sendo classificaremos a função do Acorde Diminuto como DOMINANTE :)

Vejamos a contrução do acorde de Bº e do G7(b9):



Comparando os 2 acordes e suas formações notamos q o Bº nada mais é que a PRIMEIRA INVERSÃO DO G7(b9), ou seja, G7(b9)/B :)
Assim sendo, o acorde de Bº assume as MESMAS FUNÇÕES do acorde anterior, preparando tanto o C7M quanto o Cm7.

Encerremos por hora, voltamos a carga em breve.

Abração

Acordes e suas Inversões

Nesse nosso "novo" formato de transmissão de idéias via ciberespaço (cutucando Marco Bonito kkkkkk), ou novas "mídias" por vezes ainda me escapam alguns tópicos de extrema importância para a compreensão das idéias posteriores. De certa forma isso remonta a nossa escola de Música Popular, que aqui no país é feita como "alfaiataria", atendendo e customizando o conteúdo a necessidade e expectativa do aluno. Nesse nosso caso, na ausência do aluno "físico", o conteúdo é gerado de acordo com o que considero as ferramentas ideiais em Harmonia para Música Popular, e numa ordem de cronologia "quase" ideal. Talvez esse "efeito colateral" do veículo seja uma boa forma de me fazer tentar ordenar o conteúdo numa escola um pouco mais pragmática e formalizada, deixando a tradição nacional um pouco de lado :)
Dito isso, tento justificar a ausência da definição das Inversões de Acordes em tópicos anteriores. Enfim, antes tarde...
Para considerarmos um Acorde Invertido teremos como a sua nota mais grave (também conhecida como Baixo do Acorde) outra nota que não a sua Tônica ou Fundamental.

Falando em Tétrades, definiremos assim as Inversões dos Acordes

PRIMEIRA INVERSÃO - TERÇA NO BAIXO. ex.: C7M/E

SEGUNDA INVERSÃO - QUINTA NO BAIXO. ex.: Gm7/D

TERCEIRA INVERSÃO - SÉTIMA NO BAIXO ex.: C7/Bb

Como visto o sistema de cifragem para as inversões acontece com "Acorde/Baixo".

Muito bem, fica preenchida essa lacuna, nos próximos tópicos exploraremos mais o assunto.

Abração a todos